O regime continua sendo o ponto de partida
No Simples Nacional, a reforma preserva o regime, mas a empresa precisará compreender como IBS e CBS se relacionam com o DAS e com a possibilidade de apuração regular. Fora do Simples, a transição substitui gradualmente PIS/Cofins, ICMS e ISS pela CBS e pelo IBS. A comparação deve considerar o custo total da operação, e não apenas a alíquota nominal.
A cadeia passa a influenciar preço e competitividade
Nas relações entre empresas, o crédito tributário transferido ao cliente pode alterar a comparação entre fornecedores. Isso torna relevante mapear quem compra, quem fornece, quais aquisições geram crédito e como a empresa se posiciona na cadeia.
Caixa, documentos e sistemas entram na mesma análise
A transição aproxima documento fiscal, pagamento, crédito e apuração. O split payment e os novos fluxos de documentação podem afetar capital de giro, conciliação financeira e controles internos. Por isso, fiscal, financeiro, comercial e tecnologia precisam conversar desde a fase de preparação.
A análise deve ser operacional
O diagnóstico mais útil começa pelo regime atual, pelo perfil de clientes e fornecedores e pelos fluxos de caixa. A partir daí, é possível simular cenários, revisar contratos e identificar quais adaptações devem ser priorizadas durante a transição.